Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Pequenas Considerações Sobre a Droga na Sociedade Contemporânea

A gradual perda das proibições sociais vem pouco a pouco destituindo os limites do indivíduo. O ocidente pôs certo fim à noção de limite antigamente imposta pela figura paterna, criando uma série de frustrações individuais. O sujeito se sente frustrado, pois não entende que a lei nada mais é que a vontade legítima da sociedade. Aquilo para ele é um empecilho para suas vontades, e não mais uma necessidade para o convívio harmonioso da sociedade. Assim ele precisa sempre desfrutar de algo novo como praticar esportes radicais, beber até cair, etc. Essa rebeldia acaba, por fim, criando problemas no campo da segurança pública no que tange à quebra das normas para desfrutar de “algo novo” que se encontra no roll dos desvios.

Outro ponto a se levar em consideração é o que aborda Dufour (2005). Para ele o mercado é um grande novo sujeito. Nesse novo método de tempos neoliberais, onde há uma livre circulação de mercadorias o tráfico de drogas se beneficia. A escalada no comércio de drogas está intrínseca no livre comércio, onde há pouca ou nenhuma fiscalização alfandegária. A única exigência desse novo mercado é, justamente, a necessidade de que mercadorias sejam produzidas em quantidades cada vez maiores e à custos menores, o que alarga sensivelmente o problema e a necessidade de um controle eficaz nesse setor da economia, influindo diretamente na segurança.

É importante ressaltar, inclusive, o que Salecl (2005) retrata afirmando que certas pessoas possuem uma certa rejeição ao discurso capitalista, criando um “mecanismo psíquico de rejeição das representações insuportáveis”, em relação ao capitalismo. Essa falta de limites da sociedade, aliado à essa rejeição, cria uma pressão sem limites na direção de um “ideal” que não conseguimos encontrar. O indivíduo, então, procura suprir essa falta nas drogas criando um problema social frente as conseqüências que ela causa.

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Nada a declarar - Gustavo Acioli.


O curta-metragem (agora vai hífen ou não vai? hahaha) Nada à Declarar, de Gustavo Acioli. Retrata um sujeito amargurado com a vida, que só quer falar e nada mais.

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Pensar dói

A ideia de esperar que nossos desejos sejam realizados pelos parceiros vem da prisão que é o relacionamento. Frustramos-nos quando não podemos realizar o desejado. Essa inquietação nos faz jogar a nossa falta de felicidade como uma carga nos ombros alheios. O medo de mudar é pior que a possível situação que possa surgir do seu ato “hostil”. Contudo, sofrer não libera o sofrimento. É preciso movimento e harmonia que o mundo não está disposto a prometer.

Foto e desenho: Mili.

É sempre mais fácil criticar do que apontar soluções que colaborem para a evolução, quase que natural, das coisas. É ainda mais simples atirar de longe. Mas quem está disposto à compreender? Vejo o horizonte ao fundo, numa visão clara e limpa e também não me vejo.

De repente há muita gente pensando: - Mas que babaca! - Pode até ser, mas há um sentido em tudo quando se tenta compreender. Lembro de uma frase que li em um blog de uma amiga, a mili (da boneca que eu roubei), que dizia: - "Agente acaba passando muito tempo sozinha quando acha que metade do mundo é sem graça. Eu acho metade do mundo sem graça."

Por que eu não faço como essa metade do mundo e paro de pensar pelo menos por um instante? Se não pensasse não acharia soluções, contudo, não enxergaria os problemas.

Seria mais feliz...

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Perdi o rumo da história no meio, mas que se dane também... ;o)


Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Nostalgia

Ah...

Como era bom. Aquela descida pelas ladeiras do bairro, em "altíssima" velocidade. Sentíamos-nos os próprios protagonistas da Fórmula Um. Descíamos naquela velocidade “surpreendente”, já com os dedos ralados de tanto arrastar nos muros e a adrenalina misturada com felicidade nos olhos. Faceiros. Sinto falta daquelas tardes em que nada mais importava e nenhum problema nos incomodava. Eramos apenas crianças. Olhando pra trás, lembro e penso como é inigualável aquela época. Hoje imerso em alguns contornáveis problemas, sei que tudo valeu à pena. Desse jeito, “a alma jamais pode ser pequena”, como "cantarola" Fernando Pessoa.

Primeira do singular

Tipo aqueles testes de revista de adolescente. :)


Eu quero: Voltar pra Floripa.
Eu tenho: Problemas psicológicos. ;)
Eu gostaria de ter: Mais força de vontade.
Eu gostaria de não ter: Orgulho.
Eu acho: Que as pessoas são más.
Eu odeio:
Cara de pau!

Eu sinto:
Muito medo às vezes.

Eu faço: Porque tenho deveres.
Eu fiz e não faria de novo:
Faria diferente, quem sabe.

Eu fazia e deixei de fazer: Cara feia.
Eu escuto: As análises da mily. ;o)
Eu cheiro:
Se transforma em uma mania certas vezes...

Eu imploro:
Nunca, é um sinal de fraqueza.

Eu pergunto: Quando me interessa.
Eu me arrependo:
Raramente...

Eu amo:
A vida? Muito vago... Amo as pessoas. Parece um contra senso se analisar o meu ponto de vista que as pessoas são más. Nem eu entendo.

Eu sinto dor:
Nos meus parafusos.

Eu sinto falta:
Da minha família, dos meus amigos e de uma outra pessoa que não me recordo bem...

Eu acredito:
Que posso mudar o MEU mundo.

Eu não fico:
Nervoso com idiotas, parei de fazer isso.

Eu preciso: De paz.
Eu canto:
No carro, no trabalho, em casa...

Eu choro:
De emoção.

Eu luto:
PRA VER SE MUDA!!!

Eu escrevo:
Pra desabafar, enquanto não tenho ninguém que possa compartilhar isso.

Eu ganho: Quando todos ganham.
Eu perco:
O amor.

Eu sempre:
Sempre...

Eu nunca:
Perco a batalha.

Eu sou:
Pacieeeeeeeeeeeeeeeeeenteeeeeeeeee.

Eu fico:
Cansado às vezes.

Eu estou:
Sempre aprendendo.

Eu fico feliz:
Perto dos meus!

Eu tenho esperança:
Que um dia seremos melhores na alegria.

Eu deveria: Ter chorado mais...

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Vai e Não Vem


Já não sei olhar pela janela sem sentir o seu vazio. Não sei se sou um romântico sonhando com a princesa encantada, ou um pessimista de plantão. Quero virar a esquina e esquecer quem fui um dia. À tempos a vida deixou de fazer curvas.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Testamento


Deixo pra você

Os inseparáveis parafusos do meu pé
Meu pulmão com todos os cigaros fumados
O despertador que fui quando chegava embriagado de madrugada

Meu coração machucado e torturado com dificuldade de amar
Todas as angústias e depressões vividas ao longo do tempo
Essa eterna desconfiança nas pessoas e no que elas são
A sempre constante falta de jeito para amar

Lembranças das noites mal dormidas
Às vezes que não estive presente
Os sorrisos que poupei

Dessa forma
É toda sua
Minha eterna estupidez


Não, eu não estou deprimido e nem curtindo o fundo do poço. Sou apenas um fingidor hahaha, assim como o tal Fernando Pessoa retrata...

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

(Fernando Pessoa - Autopsicografia)

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Começo de Tudo


Abriu os olhos

Esticou os braços
Não sabia mais o que era realidade
Tinha medo dos sonhos
Lembrou da barba à cortar
Das coisas por fazer
Era um novo dia e se sentia feliz por estar ali

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Entre aspirações e desejos.

Quem sabe você tenha andado por caminhos tortuosos, trilhado desfiladeiros ou até mesmo lá permanecido. Mas, as mazelas do mundo estão ai para serem superadas. Muitas vezes me pego falando demais, outras de menos, me expondo de mais, de menos. Na verdade a existência da individualidade está sempre em busca de algo, seja um novo amor, um emprego melhor, um estado de espírito mais sadio, ou até quem sabe o tão sonhado sonho um sonho pessoal.

Costumo dizer que sonhos movem o mundo, para o céu ou para o inferno. Adolf Hitler tinha um sonho que custou a vida de 6 milhões de judeus. Martin Luther King tinha um sonho que ainda vive, mesmo após mais de quatro décadas do seu assassinato. Eu tinha um sonho que não se realizou, e terei outros realizados. O sucesso dos ideais está quase sempre muito perto e temos preguiça de esticar o braço para o lado preocupados com a nossa inércia habitual. Toda a busca não parece nossa quando achamos que tudo é um problema dos outros, que nunca nos atingirá. É um erro.

Buscando novos sonhos, descobri que gosto de coisas que antes criticava, que odeio ainda mais outras que também criticava, que continuo gostando do que gostava. Compreendo melhor coisas que, diante da minha fragilidade, às agredia. Não sei se poderia mudar a história das minhas aspirações, só entendo que desconheço a minha vontade de mudar os rumos da minha vida. Porquê não se junta tudo numa coisa só? Os receios, as vontades, a coragem, a atitude... Junta-se o receio com a coragem e as vontades com uma atitude que as realize e teremos uma receita. Use seu braço. Caminhe em uma direção que lhe agrade e deixe a boiada ir pelo caminho habitual.


Estique-se, de preferência em um dia de sol, ou como preferir. A vida é sua!

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Escondido


Acordei! Como depois de um sonho agoniante, acordei angustiado. Não soube ao certo porque, até aquele momento. Passado o susto, invadiu meu corpo uma súbita sensação de liberdade.
Pensei, pensei...

Por todo o lapso temporal da minha vida eu vivi em um eterno "banho maria", daqueles bem mornos mesmo em que se pode derreter chocolate para fazer um delicioso fondue. Tudo que conseguira até o momento foi um emprego mediano, uma vida com raras tristezas, poucas alegrias, um amor que a água morna tirou seu tempero. Naquele dia resolvi que bastaria, que chegaria ao fim esse eterno chove e não molha a minha vida.

Decidi que era hora de parar. Retificando, era hora de começar. Cansei de não ligar para os amigos com medo de os incomodar, desisti de não ir nos lugares que tinha desejo por uma frescura que nem eu mesmo intendia, cansei de amar sem demonstrar todo o carinho que eu tinha ainda que isso fosse realmente importante pra mim, cansei de abrir mão os sentimentos por puro medo de amar e ter que carregar todas as possíveis consequências que esse ato poderia causar. Desisti do banho maria, já se passavam anos e tudo que eu tinha era uma vida normal. Não quero uma vida normal quando tudo na minha volta tem emoção e algo a me ensinar. Quando há tanta vida ai fora. Quando intensidade é a beleza do mundo.

Aliás, você já bebeu água morna? Dá vontade de vomitar.